quinta-feira, 18 de agosto de 2011

QUEM ERA O AMANTE ?
POEMA ERÓTICO

Que mulher flutuante
Esplêndida e floral.
Ah, morena fascinante,
De instinto carnal.
Seios duros feito pedra,
E quando ela requebra
   É o pecado original...

Mulher de fonte jorrante
E de todos os quereres,
Digna não só de um amante
Mas de todos os seres.
Não apenas uma torrente,
Porém uma mulher quente
De paixão e prazeres.

Num lance de pernas
Sem ocultar a exuberância
Como se fosse um leque
Na mais divina elegância.
Eis que o amante sentiu,
E embevecido descobriu,
Onde estava sua fragrância.

Inebriado pelo odor
Viu-se qual um vândalo
Aquele córrego de calor,
O mais lindo escândalo!
Cristalizando-se em torpor
Seu corpo exalava amor,
Era perfume de sândalo.

Sutilmente no meu falo
Pôs a mão à balzaquiana.
A maestrina com afago
Tocou de forma soberana,
E o pegou com tanto amor
Como se tocasse num bibelô
De casca de porcelana.

Ah, que corpo delicioso!
E túrgido feito um iceberg.
Lindo, mas pecaminoso,
Com protuberantes air-baig.
Ao tocar no seu ponto “G”
Proporcionou-lhe prazer
Como fizera Grafenberg...

Os seios pularam sem peia
Ao desabotoar seu sutiã,
Lindos como a lua cheia
Aréolas rosadas da manhã.
Pasmado ficou sorrindo,
Ao ver que era mais lindo,
Que da Flô de Puxinanã!

Mal adentrou o quarto
Dera-lhe carinho e zelo.
Ela arriada de quatro
Urgindo sentiu no grelo,
Sendo cravada por trás
Emitindo sons guturais
Segurando no tornozelo.

Arrebitando o bumbum,
Novamente o amante
Penetrou-lhe a lança num,
Vai-e-vem alucinante.
 Gotejava um suor sensual,
E, seu vestíbulo vaginal,
Era um maremoto latejante.

O prazer que lhe inunda
Vem do âmago profundo.
Fora de si abria a bunda
Para o Amante fecundo
Cravar-lhe em profusão,
Sentindo arder à paixão
Emitia sons doutro mundo!

Exibia uma bunda perene
   Obra DELE, o arquiteto.
Ela respirava infrene
Com o falo no reto.
O côncavo e o convexo;
O coito conexo;
O prazer completo!

O Amante amiúde
Penetrava-a com classe.
Uma doçura tão rude
   Até que ela gozasse...
E naquela euforia
Apenas desejaria
Que nunca cessasse! 

Seu corpo de academia,
E pearcing no umbigo.
A mais bonita heresia,
O mais nobre castigo.
Ela dizia: meu Querubim,
Goza dentro de mim
Pra eu te levar comigo!

Amando-a sem demora
E em devaneio sã,
Pensava em gozar fora
Da nobre cortesã!
E ao jorrar no chão
Pediu pra Deus o perdão
Pelo pecado de Onan.

-Quem será esse homem
Assim tão carinhoso?
Afinal, qual o nome,
Desse deus luminoso,
Que em mim adentrou?
E que me proporcionou
Um amor tão gostoso!

Que amante é esse?
Deus! Seria ele um atleta?
Sem que se apercebesse
Da bonita descoberta,
Envolvida ela se viu
E apaixonada descobriu:
O AMANTE ERA UM POETA!

                                                                                                                          
Paul Getty S Nascimento
APL - Academia Pedreirense de Letras 

Nota: As Flô de Puxinanã é um poema de Zé da Luz, que fala das três irmãs de Puxinanã-PB.

Nota: [Onan, (de um personagem bíblico que praticava coitos interrompidos)].
-Automasturbação manual masculina; quiromania. (Masturbação)
-No conceito bíblico, coito interrompido no instante da ejaculação para evitar a fecundação.
Obs: O homem não pode gozar fora, ejacular no chão, não pode cometer o pecado de Onan.
Quando o homem ejacula no chão, um diabinho é gerado.

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