segunda-feira, 11 de junho de 2012

EM PEDREIRAS - O "X" DA QUESTÃO

Lamentáveis as discussões e resultados da reunião do prefeito municipal e seu grupo político num pátio de uma associação de moradores do bairro mutirão na tarde e noite deste sábado para decidir sobre o candidato de seu grupo a sua sucessão. Xingamentos, bate-bocas, ofensas, gritarias, inclusive de liderados para com o chefe do executivo, que abandonou o local destemperadamente mandando a todos tomar na porção terminal do intestino grosso.

Que deprimente!!! Mas analisemos o que significa esse episódio para Pedreiras e seu quadro político atual; por quê chegamos a esse estado de lástima política; quem são os responsáveis; e como podemos alterar esse quadro e mudar o futuro.

Primeiramente isso significa que Lenoílson não tem nenhuma liderança sobre seu grupo político e administrativo, nem de fato, nem de direito, nem moralmente; segundo que ele é um despreparado emocional, um doente íntimo que desde o início do governo, nesses 08 anos, já perdeu-se as contas de quantas descomposturas e situações de stress, portanto está explicado está porque ele sumiu durante seus 08 anos de governo e delegou o poder a sua esposa e ao secretário de saúde. 

Já a resistência ao nome de Wálber é do PT, que se acha alguma coisa ainda em ética e moralidade política, usando o passado do doutor para dizer da inviabilidade de apoiá-lo; coisas como: 33 diárias em um mês de 28 dias que o médico tirou quando interinamente assumiu a presidência da Câmara de Vereadores; que o mesmo não é caridoso e não consulta nem opera ninguém de graça, que é mercenário, corrupto etc. 

Hipocrisia do PT que é pior do que Wálber, porque quando Wálber foi ser vice de Lenoílson eles não alegaram isso e até aplaudiram a escolha. Então para usarem os votos do doutor para ganhar a reeleição e manter a mamata o homem servia, mas para suceder o atual prefeito não presta? Que nada! A petezada hipócrita que nunca trabalhou sabe que com Wálber eles perdem a mamata e com Lima é mais fácil eles manterem os privilégios. Tudo interesse sórdido. 

E quem entende de política já sabia que Wálber seria rejeitado, “cristianizado”, pois aquele evento no terraço Xavier com organização, apoio e presença da primeira-dama não foi por acaso; foi o recado aos demais pré-candidatos de que o candidato mesmo goela abaixo de quem não queira será Lima, pois ele e ela foram quem sempre mandaram na administração, e o prefeito, bom barquinho que é, chegará para Wálber ao final e dirá: “É, colega, cumpri contigo o compromisso pessoal de te indicar meu sucessor e o compromisso com o grupo de indicar o melhor nas pesquisas que é você, mas o grupo não te aceitou... e eu não posso ir contra o grupo...” e Wálber será defenestrado. Ou então, em último caso, lançam Wálber e o largam aí à própria sorte, sem apoio político e financeiro e ele morre de inanição política.

Mas por que chegamos a essa situação deprimente? Vacância e ausência de lideranças fortes, firmes e compromissadas com nossa gente e nossa terra. Faltou compromisso de nossas lideranças. 

Aqui até eu mesmo me incluo como um dos culpados que despertou tanta esperança durante 04 anos e desiludi por imaturidade e prepotência. A frustração do nosso povo que vem aspirando por mudanças desde a eleição de Graça Melo, com o ápice em Edimilson Filho e Raimundo Louro, criou um monstrengo político desse como Lenoílson, que todos nós somos responsáveis: eu, Louro, Melos, Brancos, PT, Edimilson etc. Foi tanta frustração que deu nisso aí e o resultado é termos que presenciar um despreparado desse como chefe do executivo recebendo esculacho de Icléia e Rogério do PT. 

Culpado somos nós lideranças, o povo não é não, pois há mais de 20 anos vem votando naquele que representa a transformação e a transformação o frustra. Está aqui a prova maior de nossa culpa como lideranças.

E a saída é a consciência de que chegamos ao limite de aceitar esse cúmulo de humilhação política que nós mesmos, classe política, nos impomos, e nosso povo vem sendo vítima inocente de nosso individualismo, arrogância e ódios comuns. 

Façamos uma política nova, propositiva, sem ódios e sem rancores e assim poderemos resgatar a dignidade da classe política de Pedreiras e voltar a qualificar nossos quadros políticos.

Eu se fosse Wálber, jogava a toalha. E se fosse Lima ia para casa esperar me pegarem nos braços e me levarem a praça pública para apresentação de candidato ungido.

Allan Roberto Costa Silva - Médico e ex-Presidente da Câmara Municipal de Pedreiras, membro da Associação de poetas e escritores de Pedreiras - APOESP e da Academia Pedreirense de Letras

2 comentários:

Anônimo disse...

E O QUE VOCE SUGERE DR. ALAN?VOCE HÁ DE CONVIR QUE ESTAMOS NUM MATO SEM CACHORRO,SABE MAIS QUE TODOS QUE NINGUEM QUE AÍ ESTÁ NÃO SE PREOCUPA COM O POVO,INFELIZMENTE NAO TEMOS MAIS EM QUEM CONFIAR,SE FOSSE VOCE O CANDIDATO PODERÍAMOS APOSTAR,MAS É UMA PENA QUE SE ALIE A OUTRA CÓRGIA!!

Anônimo disse...

isso é uma tremenda sacanagem isso que se dizem bons para governar nossa cidade?
criem vergonha e tentem enganar o povo de outra maneira seus safados essa dai não cola mais muito menos dinheiro na ambulância ok

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