sexta-feira, 6 de julho de 2012

NA MORAL? Não entendi o Programa do BIAL

Alexandre Pires e Pedro Bial durante o programa

O primeiro programa Na Moral foi ao ar na noite desta quinta-feira (5). O jornalista – que ganhou popularidade quando, há dez anos, deixou as reportagens para apresentar o Big Brother Brasil, pôs em debate na estreia o tema “politicamente correto”.

No palco, para ajudá-lo na discussão, o jornalista Antônio Carlos Queiroz, autor da cartilha “Politicamente Correto e Direitos”; o filósofo e professor Luiz Felipe Pondé, que escreveu o “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” e Maria Paula – a ex boazuda do Casseta e Planeta que agora se apresenta como psicóloga. “Fala sério!”, como ela mesma tratou de arrematar suas intervenções.

O quarto convidado era Alexandre Pires. Aí que ficou estranho. O programa levantou novamente a discussão sobre a acusação de racismo contra o clipe da música “Kong”, no qual o cantor aparece cantando ao lado de mulheres de biquíni e homens fantasiados de gorila. A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial não gostou nada do que viu. Achou que o clipe reforça estereótipos de inferiorização da população negra. O caso foi levado ao Ministério Público.

Embora a discussão seja pertinente, o assunto está velho. A história com Pires aconteceu há dois meses. O caso já foi arquivado pela justiça. Nesta semana, a polêmica é com outro pagodeiro, o Thiaguinho, cujo produtor – sem querer – acabou por ferir um cão ao soltar uma bomba junina na porta do hotel.

Pires brincou dizendo que, na época, a coisa “ficou preta” para o seu lado. Maria Paula o absolveu. Para encerrar a polêmica, Bial chamou ao palco mulheres de biquínis e homens fantasiados de gorila, tal qual no clipe. Todos riram, inclusive Pires, que em um passado recente chorou com o caso. Tudo resolvido.

Esse era o propósito? Absolver Pires de uma vez por todas? Não entendi.

Quando a coisa começou a esquentar no programa, com Bial perguntando nas ruas se existia diferença entre chamar alguém de “preto” (o que foi visto como preconceito) ou de “viado” (o que foi visto como engraçado), o programa chegou ao fim. Não sem antes Bial citar a marchinha de Lamartino Babo “O teu cabelo não nega”, que tem os versos O teu cabelo não nega, mulata/ porque és mulata na cor /Mas como a cor não pega, mulata/ Mulata quero o teu amor. Que discussão legal daria, não?

O tempo, meia hora aproximadamente, foi corrido demais para o que o programa pode oferecer. E isso transpareceu com os depoimentos de pessoas que estavam na plateia e que foram exibidos com os créditos já rolando na tela. Ficou a impressão que faziam parte do programa. Como o tempo foi curto, foram jogados para um espaço menos nobre.

Aliás, algo que tomou tempo desnecessário foi o depoimento de uma ex-estagiária de marketing que dava a entender que se tratava de um caso de assédio sexual no trabalho. No final, era amor. A “cantada” virou casamento. Sem sal. A conclusão? “As aparências enganam”.

Na semana que vem, o assunto é privacidade. Na moral, será que Pedro Bial vai abrir a sua? Afinal, ele vive nos convidando para espiar a vida alheia…

(Danilo Casaletti)

2 comentários:

Anônimo disse...

Saudade dos tempos em que valia a pena sentar a frente de uma televisão.

Maciel Sousa disse...

É bem verdade que o Bial tem um potencial enorme, para mim um dos melhores jornalistas/apresentador analisando seu desempenho enquanto apresentador do FANTÁSTICO,porém ao passar exclusivamente para o Big Brother, no meu ponto de vista teve uma perda significativa...
Suas crônicas são bem rimadas, numa métrica e harmonia perfeita, que particularmente me levam a entrar no mundo fantasia uma vez quando fala coisas utópicas, com personagens que marcaram a infância de muitas pessoas, como também a minha, porém seu potencial é para mais disso.
Um outro fato também que me deixa intrigado é disponibilizarem um horário no turno da manha para a Fátima Bernardes ÓTIMA apresentadora Jornalistica, para um programa com platéia e auditório para tratar de assuntos como o do caso de uma garota que processou os pais, cobrando-lhes indenizações por falta de carinho...
Faça-me o favor dona Globo independente dos projetos dos programas serem deles, estão sucumbindo a estória deles feita construída há anos.
Esse segundo programa diminuindo até o o horário da programação infantil, das crianças adultas de hoje, devido esse desenhos chineses, que não tem nada de infantis, tão pouco de educativo, mas que pelo menos não entram nesse contexto que só os ajudará a ficarem cada dia mais confusos.
Assim os próprios bons jornalistas e apresentadores estão expondo sua reputação e as comparando como meros inexperientes...
Como disse o grande filosofo Coxinha das Garras da Patrulha, ao colocar em ênfase o potencial do locutor Elenilson Junior...
"Esse dai daí, num serve nem pra ser locutor de lojas de 1,99."
Cuidado com a auto independência que suas carreiras estão tomando, para não caírem, na mesma comparação do melhor locutor do Ceará Elenilson Junior ao ser mencionado pelo Coxinha, assim é que alguns telespectadores os verão.
NA MORAL, tem que ser mais expressivo e coerente com o que seja politicamente correto e colocado mais na realidade corriqueira, simples como em um ENCONTRO entra amigos...
querem uma dica?
querendo ou não vou dar minha sugestão, um programa que certamente fala direto com e povo e como o povo precisa viver a realidade sem é o ESQUENTA com a Regina Cazé.
A sociedade hoje é muito preconceituosa, não porque rechaça ou exclui, mas porque se ofende por tudo. o preconceito tá dentro de cada um assim como a célula cancerígena, mas se desenvolve em apenas algumas pessoas, da mesma forma que o bom senso dentre outra virtudes, ou vícios.
Acho que a censura aconteceu em épocas erradas ou ainda hoje acontece em lugares e aplica-se a destinos errados, porque o ministério público não não intervem na propagação de musicas de duplo sentido, ou de somente um sentindo escondendo-se atrás da artimanhas que o idioma PORTUGUÊS abre com essa história de os países que falam o mesmo idioma, ocasionado no acordo ortográfico que num chega-se a um consenso, porque é Portugal ao dizer Rapariga significa mulher e aqui no Brasil são as outas, sem que eu queira ofender alguém ao usar essas expressões vulgar aqui no Brasil, se fosse em Portugal não seria.
Não sou tão velho tenho apenas 21 anos, mas não concordo em nada com essa história de ortográfico, porque do que vale o que aprendi sobre as regras de português que eu aprendi na escola???

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