quinta-feira, 18 de julho de 2013

INÉDITO! Casal gay de São Luís oficializa união em cartório

O casal formado pelos empresários Ruber Marques e Armando de Souza Filho deu entrada esta semana na papelada para oficializar a união em cartório.

O edital de proclama do casamento foi publicado hoje (18) nos classificados de O Estado. O caso, até onde se sabe, é inédito em São Luís.

Ruber e Armando foram beneficiados pela recente resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. A decisão é de maio deste ano.

Amparados pela lei, os dois aguardam apenas o cumprimento dos ritos formais para serem, de fato e de direito, considerados um casal.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O Poeta Pedreirense PAULINHO NÓ CEGO lança seu mais novo Cordel

O cordelista pedreirense Paulinho Nó Cego, pseudônimo de Paulo Roberto Gomes Leite Vieira, lança O gol contra do crack, uma tragédia popular em versos sobre o vício do crack. Ex- integrante da Akademia dos Párias, reunião de poetas universitários nos anos 80, Nó Cegocria em seu novo trabalho a figura da Ritinha como metáfora de todos os viciados na droga e emite seu grito de alerta. “Foi a forma que achei para mostrar que a destruição e a morte são as únicas conquistas advindas desse vício”, afirma.

“Confirmando sua vocação de cantador preocupado com as questões sociais, Nó Cego adentra uma vez mais no universo da crítica social e de costumes. Desta feita, o artista coloca sua cantiga a serviço da luta urgente e desigual travada contra o crack”, afirma o escritor Couto Correa no prefácio do cordel.

Nó Cego, apelido adquirido na universidade, aprendeu a gostar de cordel com o pai que costumava recitá-los em Pedreiras, sua cidade natal. Ele era dono de uma usina de beneficiamento de arroz na época em que o Maranhão era um grande produtor. Outro contato importante com a literatura veio através dos motoristas de caminhão procedentes da Paraíba, Ceará e Alagoas, que compravam arroz na região de Pedreiras. “Meu pai negociava com eles o arroz e os livretos de cordel que eles traziam”. 

Em 1975, Paulo mudou-se pra São Luís. Estudou no Marista, formou-se em Comunicação Social pela UFMA e conviveu com poetas e artistas da Ilha, entre eles Nonato Pudim e os amigos da Akademia dos Párias: Garrone, Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa etc. No rádio, colaborou com quadros de humor no programa Buraco Negro (Mirante FM, 1986 a 1988), produzido por Celso Borges e James Magno. Ao lado dos párias, lançou oito números da revista Uns & Outros, cujos lançamentos agitavam ruas e bares da cidade. 

Seu primeiro livro, Os outros e eu - poemas e bobagens, é de 1987. Em 1992 foi a vez do cordel Um celular fora de área e uma esposa desempregada (cordel para João Bentivi) e, em 2007, O desertor da poesia, homenagem a Jeremias da Silva, Gerô, morto pela polícia militar. De lá pra cá, mais três lançamentos: Um cordelzinho pras águas doces, Cordel do Parentesco e Como ganhar as Eleição.

Em 2010, Paulinho foi selecionado pela UNESCO para participar de uma oficina de cordel na cidade de Barbalha no Ceará, ao lado de 15 cordelistas de todo o país. Eles criaram cordéis sobre o relatório que a Unesco fez sobre o Indice de Desenvolvimento Humano: O que o país precisa para melhorar?. 

Fã de Patativa do Assaré, Zé Laurentino, Antonio Francisco (poeta potiguar), Ferreira Gullar, Nauro Machado e Couto Corrêa Filho, entre outros, Nó Cego admite ter sido influenciado pelo poeta pedreirense Neto Arrais e pelo cordelista Nonato Pudim. “Meu mestre foi Nonato Pudim com quem aprendi a técnica das rimas em sextilhas e septilhas", afirma.

para começar uma estrofe
a técnica é fundamental
deixe a segunda linha
fechar a quadra normal
rime a quinta com a sexta
e o cordel então desleixa
escolha um tema legal
se for falar de amor
tenha a convicção
o amor pra ser perfeito
tem que vir do coração
esse é o amor mais bonito
nesse amor eu acredito
arde, é fogo é paixão"
se for falar de política
se quiser pegar pesado
muito cuidado com verbo
adjetivo e predicado
por causa de um artigo
que falei mal de um "amigo"
eu quase fui processado...
Outras estrofes do poeta:
Faço rima na de sete
na de seis faz Zé Limeira
tem quem faça na de oito
na de dez é uma pauleira
na de doze é agalopado
eu aprendi e obrigado
a Neto Arrais em Pedreiras
O cordel pra mim é vida
é a válvula de escape
não tenho porte de arma
a rima é o meu tacape
depois do esqueleto feito
não tem juiz de direito
que dele corra ou escape
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