domingo, 26 de abril de 2015

BODAS DE PRATA - POLYARTE & JOSIANE (VEJA O VÍDEO)

Festa em comemoração aos 25 anos de Josiane & Polyarte, realizada em Panaquatira São José de Ribamar. Veja o vídeo em homenagem ao casal produzido por Paul Getty


sexta-feira, 17 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

MÚSICA: BEM QUERER - CANTOR TOM CLEBER

Música: 
Bem Querer

Compositor:
Lucimar (Palmas-TO) e R.Moreira

Cantor:
Tom Cleber

Criação Video:
Paul Getty



segunda-feira, 23 de março de 2015

TRIBUTO AO INESQUECÍVEL VICENTE DO PANDEIRO - PEDREIRAS-MA

Por Joaquim Filho

Saudoso - Vicente do Pandeiro
Artistas pedreirenses / trizidelenses realizaram no sábado (21) no Bar do Índio, na Praça do Jardim, um Tributo a Vicente do Pandeiro, falecido há uns seis meses. Se ainda estivesse entre nós, estaria hoje celebrando mais um aniversário. Vicente fez parte do movimento dos artistas da terra que participava das rodas de boêmias somente pelo prazer de tocar o seu pandeiro. Embora não vivesse profissionalmente da música, tinha o prazer de ser chamado de artista da terra. Muito colaborou para a nossa arte e nossa cultura chegar onde chegou. Agradecimentos a todos que apoiaram essa ideia, em especial ao Augusto Cajueiro Neto Cajueiro e poeta Edivaldo Eloi Santos. Fotos abaixo de Joaquim Filho.



  
  
  
  
  
  
  
  

Nota do Blog: Quero aqui deixar o meu carinho de saudades a esse amigo de uma alegria perpétua em vida, e de quem tive o prazer de chamá-lo de meu amigo. Paul Getty S Nascimento

terça-feira, 17 de março de 2015

CHICO CORINTO É HOMENAGEADO NO CIRCUITO DE SINUCA MA/PI - NA AABB DE SÃO LUÍS

Beto é Bi-campeão do Circuito MA/PI

Fabrício (Vice); Beto (CAMPEÃO) e Lourival (3º Colocado)

Neste domingo tivemos grandes decisões no 12º Circuito de Sinuca Maranhão-Piauí, onde o atleta maranhense Beto conquistou o título de campeão ao vencer o também maranhense Fabrício por 4 a 0, em melhor de sete partidas. O atleta Lourival, que perdeu na semifinal para Beto por 4 a 2, ficou na terceira colocação e o atleta piauiense Tião levou o quarto lugar, em razão de perder a semifinal para Fabrício. 

Na solenidade de premiação, o atleta CHICO CORINTO foi homenageado pela organização do Circuito por sua importante contribuição ao desenvolvimento, divulgação e valorização da sinuca nacional. 

A competição contou com a participação efetiva de quarenta e dois atletas dos dois Estados, os maranhenses e piauienses competiram, disputando os jogos na regra brasileira.

Chico Corinto - hoje Evangélico
CHICO CORINTO - Nascido na cidade maranhense de Pedreiras, o atleta Chico Corinto é um dos grandes campeões da sinuca nacional, onde conquistou importantes títulos nas décadas de 80 e 90, disputando campeonatos com nomes consagrados da sinuca brasileira, a exemplo de Rui Chapéu, Adilson, dentre outros. Corinto começou a jogar como profissional do esporte de salão no Rio de Janeiro, nos anos 70.

Em mais de 20 anos jogando em todos os estados da federação e no Distrito Federal, Chico Corinto conquistou 14 troféus em sua carreira, entre campeonatos nacionais e do Norte/Nordeste. 

No Maranhão, durante 15 anos consecutivos foi campeão de torneios, desafios populares e campeonatos disputados nos salões dos clubes Jaguarema, A.A.B.B. e Lítero. Corinto também foi campeão piauiense de sinuca profissional. 

É um dos poucos atletas brasileiros que exerceu a profissão de jogador profissional de sinuca e durante duas décadas foi considerado o maior atleta do esporte de todos os tempos, principalmente nos Estados do Norte/Nordeste. Essa carreira de sucesso até agora não foi superada por nenhum outro atleta nordestino. Atualmente, Chico Corinto é jornalista e apresentador de televisão em Pedreiras (MA). 

Diariamente apresenta o programa “Na Mira da TV”, na TV Rio Flores, afiliada da Rede TV.

Evangélico, Corinto não joga mais profissionalmente. Mas, acompanha de perto todas as competições de sinuca no país. “Hoje, o Maranhão é referência nacional de sinuca. Essa nova fase da sinuca profissional é um incentivo para novos jogadores. E hoje já temos grandes atletas em nosso Estado”, disse Corinto.“Agradeço essa homenagem dos meus amigos Nélio, Fausto, Lourival e de todos os atletas federados do Maranhão e do Piauí”, disse Corinto. 

Segundo ele, depois do futebol, a sinuca é o esporte com mais praticantes no país. “Em cada esquina tem dezenas de jogadores de sinuca pequena e grande. A sinuca é o esporte que cresce cada vez mais forte no Brasil”, concluiu.

Nota do Blog: Querido Tio, parabéns por essa bela história como profissional de sinuca, esporte esse que naquela época era muito discriminado, e hoje o resultado mostra uma realidade bem diferente. Tenho orgulho de você! Paul Getty S Nascimento

segunda-feira, 16 de março de 2015

LARA MARIANA CHUNG - Imitando Fátima Bernardes!

Lara Mariana tem 8 aninhos e é fã da apresentadora Fátima Bernardes, e nesse vídeo ela imita a Fátima no comercial da Seara. Veja abaixo.




quarta-feira, 11 de março de 2015

PARQUE MARATÁ PODE TORNAR-SE UMA ASSOCIAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA

Por: Joaquim Filho

O vereador Manoel Belmiro encaminhou hoje (11) na sessão ordinária que aconteceu na Câmara de Trizidela do Vale-MA, o Projeto Lei nº 006/20015, de 10 de março de 2015 que pela história e pela importância que tem o Parque de Maratá para o município, considera de utilidade pública a Associação do Parque de Vaquejadas Maratá, tanto a matriz como as filiais.

Quem pensar que o projeto vem "puxar brasa para sua sardinha", pelo fato de ser cunhado do proprietário Paulo Maratá, está redondamente e culturalmente enganado, pois, em um texto que foi escrito para o Blog Pedras Verdes, naquela ocasião, falávamos que o Parque Maratá com as diversas vaquejadas e demais eventos que já realizara, tem chegado a um patamar que vai além do que muita gente pensa, até mesmo a família proprietária. O Parque se tornou um espaço do povo, uma marca forte e de grande referência cultural e turismo de Trizidela do Vale e Pedreiras.

O Projeto bem elaborado e bem conduzido pela Câmara foi solicitado pela Comissão de Justiça a dar mais uma olhada e uma estudada, mas isso não quer dizer que será rejeitado pela aquela Casa, coisa que se acontecer, será uma falta de sensibilidade dos senhores edis.

Segundo o vereador Belmiro (que tem sido uma voz forte nesses últimos tempos), por se tratar de uma entidade que presta relevantes serviços à sociedade Trizidelense e dedicada a promover e incentivar ações de inclusão social, cultura e artes, solicita o reconhecimento daquela associação com o Titulo de Utilidade Pública Municipal.


segunda-feira, 9 de março de 2015

MANOEL BELMIRO DE SOUSA: VÁ COM DEUS, “SEU” BIBI!

Por: Joaquim Filho

Lima Campos, Pedreiras, Trizidela do Vale e Região foram pegos de surpresas com a passagem para a vida eterna de MANOEL BELMIRO DE SOUSA, conhecido carinhosamente pelos seus familiares e amigos pela alcunha de “Bibi”. Com a extensa idade de 94 anos e já com a saúde debilitada, Manoel Belmiro faleceu neste sábado, dia 07 de março de 2015, véspera do Dia Interacional da Mulher, por volta das 8h30, em São Luís do Maranhão, onde passara suas últimas horas de vida. O velório e o sepultamento também ocorreram naquela referida cidade, um desejo dos familiares que fosse sepultado ao lado da sua consorte que também falecera a alguns meses passados.

Manoel Belmiro de Sousa "Seu Bibi"
Para deixar os leitores mais jovens em sintonia com a nossa informação, a pessoa a qual estamos falando, “seu” “Bibi”, trata-se do pai da senhora Iris Lane. Avô do empresário e poeta Paul Getty e do vereador de Trizidela do Vale Belmiro Neto.

Mas quem foi Manoel Belmiro de Sousa? O que esse senhor que viveu 94 anos fez e deixou para que nós possamos nos orgulhar dele e da sua história? Há um ditado que diz que todos que passam aqui pela Terra, não importam os seus feitos, mas todo mundo tem uma história a ser contado. E, Manoel Belmiro não foi diferente. Destarte, vamos contar um pouco sobre a vida desse homem.

Em 2013 o poeta e escritor Daniel Cavalcante, membro da Academia Pedreirense de Letras, lançou o livro intitulado “HOMENS E MULHERES QUE FIZERAM LIMA CAMPOS”, obra cujo evento de lançamento teve o nosso trabalho como cerimonial e, dentre as personalidades citadas no livro que o autor se refere que fizeram Lima Campos, lá está gravado o nome de Manoel Belmiro de Sousa, na página 99, no Capítulo XXII que poderá ser lido, pesquisado e estudado pelos leitores curiosos e sedentos de história. Eis o que narra o admirado confrade Daniel Cavalcante em seu rico e precioso livro:

“Manoel Belmiro de Sousa “bibi” nasceu no dia 1º de janeiro de 1921, no sítio Buritirana, município de Picos, estado do Piauí. Atraído pelos bons comentários que ouvia sobre Pedreiras e sonhando com dias melhores, “Bibi” veio e depois mudou-se para aquela cidade e procurou trabalho com o Senhor Luís Ferreira Lima, que possuía um comércio em Lima Campos que vendia de tudo, mas o principal artigo era tecido. Após os acertos com o patrão, “Bibi” veio para Lima Campos, chegando aqui em outubro de 1940.

Rapaz novo, trabalhador e de boa aparência, conquistou mais fregueses para o estabelecimento: as vendas aumentaram e, consequentemente, ganhou a confiança e a amizade do patrão.

Em 1942 casou-se com a jovem Valdomira Brito de Sousa, filha de Evaristo Batista de Araújo, que chegara a Lima Campos em 1932, vindo do Rio Grande do Norte, também fugindo da seca.

Trabalhou para Luís de Lima até 1947, quando, por decisão própria, resolveu demitir-se do emprego, para tentar a vida trabalhando como autônomo.

Antes, porém, de demitir-se, mandou construir uma casa grande, de taipa, na então Rua do Cajueiro, por ser o início do caminho para o importante povoado Santo Antônio dos Sardinhas. Hoje o local dessa casa é exatamente a esquina do lado esquerdo da Rua Dr. Joel Barbosa com a Avenida J.K.

“Bibi” mudou-se com a família para essa casa e instalou um comércio de mercadoria e de compra de produtos agrícolas disponíveis em nosso estado.

O sucesso desse empreendimento foi uma coisa nunca vista. Era como se só existisse esse comércio em Lima Campos. Todos só queriam comprar ou vender na PERSEVARANÇA, nome dado ao estabelecimento pelo proprietário.

Para se ter uma ideia, naquele tempo, meu pai tinha uma padaria, e “Bibi” comprava nossos pães para revender. Ele revendia mais de 50% de toda a produção, ou seja, sozinho vendia mais pão do que todos os outros comerciantes juntos.

O progresso foi tamanho que, seis meses depois, comprou um caminhão Chevrolet novo. Chegou a comprar duas carradas de babaçu por semana, mais de 30.000 alqueires de arroz por safra e centenas de arroba de algodão. A maior parte desses produtos era comercializada em Coroatá com as indústrias Aguiar, João Reis e Vitor Trovão.

Entretanto, todo esse progresso tinha um prazo para declinar, e o prazo chegou no dia em que “Bibi” comprou as terras de Santa Maria dos Novais. Não foi somente pela retirada do dinheiro do capital de giro para pagar as terras, mas porque, inexplicavelmente, o negócio não foi exitoso.

Diante das evidências dos maus pressentimentos, resolveu vender Santa Maria dos Novais e comprar outra propriedade em São Luís Gonzaga, propriedade essa que lhe deu certo equilíbrio, entretanto nunca mais os horizontes foram tão amplos como antes.

Em 1958, “Bibi” vendeu a propriedade em São Luís Gonzaga, mudou-se para Pedreiras e instalou um supermercado, que também não deu certo. Então, vendeu tudo e, mais uma vez, foi morar em São João da Mata, onde comprou outra propriedade. Em 1965, teve um AVC (acidente vascular cerebral) e, reconhecendo que não podia mais trabalhar, tornou a vender tudo o que possuía e aplicou o dinheiro no banco. Com as constantes trocas de nome da moeda brasileira e as mudanças no sistema financeiro, o dinheiro aplicado perdeu o valor e, praticamente, acabou-se.

Hoje ele aos 9º anos de idade, vive feliz com a esposa numa modesta residência em Pedreiras. É um crente fervoroso, pregador do evangelho. Gravou um CD evangélico, muito mais para divulgar a palavra de Cristo do que por interesse financeiro.

Tornou-se um homem paciente, e o temor de Deus o satisfaz. É conformado porque tem a absoluta certeza de que o enredo de sua vida foi escrito por intermédio do Divino. Para nós, antigos moradores de Lima Campos, que tivemos o privilégio de conviver com “Bibi”, estamos felizes por sabermos que ele está bem, que seu carisma é intocável e que suas qualidades de homem bom, honesto e trabalhador são presentes de Deus.”

Foi com essa narrativa com muita beleza e respeito que o poeta, escritor e historiador lima campense Daniel Cavalcante falou do seu amigo e conterrâneo que agora repousa na Santa Glória de Pai Celeste.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RENATO ROCHA EX-BAIXISTA DA LEGIÃO URBANA É ENCONTRADO MORTO EM GUARUJÁ

Renato Rocha era conhecido também como Negrete e tinha 53 anos. Segundo o IML, Renato sofreu uma parada cardíaca dentro de um hotel.

Renato (na esquerda) ao lado dos 
amigos da Legião Urbana
O ex-baixista Renato Rocha, integrante da primeira formação da banda Legião Urbana, foi encontrado morto, na manhã deste domingo (22), dentro de um HOTEL em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, o corpo encontrado encostado na porta de um HOTEL no bairro da Enseada, por volta das 8h30, era do músico que fez parte da primeira formação da banda. De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML), Renato morreu em decorrência de uma parada cardíaca.

Ainda de acordo com a polícia, o corpo foi encontrado por uma amiga que acompanhava Renato na POUSADA. Segundo o delegado Caio Azevedo de Menezes, que está cuidando do caso, informou que Renato Rocha estava internado em uma clínica de reabilitação de dependentes químicos em Cotia, na Grande São Paulo. "Segundo a amiga que acompanhava ele, o Renato podia sair aos fins de semana da clínica e, por isso, estava em Guarujá. Ele estava hospedado há três dias no local. Foi essa amiga que deu a falta dele e que encontrou o corpo. Ela não estava no mesmo quarto do Renato na hora da morte", disse.

Após a remoção do corpo, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade, a polícia fez uma varredura no quarto do HOTEL. Segundo o delegado, além de não existirem marcas de violência, nenhum tipo de droga foi encontrada durante a perícia realizada no local. De acordo com o IML, ainda não há informações sobre local do velório e enterro do músico.

Redes sociais
A irmã do músico, responsável por administrar uma das páginas em homenagem a Renato nas redes sociais, postou uma mensagem falando sobre a morte do músico. "Renato faleceu nesta manhã, de parada cardíaca, em São Paulo. Vai com os anjos, Renato. Força ao seu casal de filhos, sua netinha, ao seu pai e aos seus demais familiares", diz a mensagem.

Roberto da Silva Rocha, também irmão do ex-baxista, escreveu em uma rede social que está de luto. "Meu irmão acaba de falecer em sampa, ele foi baixista do Legião Urbana, Renato Rocha, Negrete". Ele acrescenta ainda que o músico 'deixa um casal de filhos e uma neta que não curtiu'.

Legião Urbana
Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete, tinha 53 anos. Ele era baixista e compositor do Legião Urbana, banda da qual fez parte da formação original ao lado de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

Renato, que afirmou em entrevistas enfrentar problemas com drogas, foi convidado em 2014 para uma participação no projeto Urbana Legion. Ele voltou aos palcos para tocar os sucessos do Legião Urbana junto com o também ex-integrante Eduardo Paraná.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A IMBECILIDADE DO POLITICAMENTE CORRETO - por Alexandre Garcia

PARA REFLEXÃO: QUARENTA ANOS


Meu amigo Sérgio lembra que em 1971, de traquinagem, quebrou o farol de um carro estacionado perto da casa dele. O pai soube, deu-lhe uma surra de cinta e o traquina nunca mais fez aquilo. Entrou para a faculdade e hoje é um profissional de sucesso. Em 2011, seu filho fez o mesmo, Sérgio reprisou a surra que levara, mas seu filho o denunciou e ele foi condenado à prestação de serviços comunitários. O filho caiu na droga e hoje está num abrigo para menores. 

Em 1971, o coleguinha mais moço de Sérgio sofreu uma queda no recreio, a professora deu-lhe um abraço e o menino voltou a brincar. Em 2011, outro menino esfolou-se no pátio da mesma escola, a diretora foi acusada de não cuidar das crianças, saiu na TV e ela renunciou ao magistério e hoje está internada, em depressão.

Em 1971, quando os coleguinhas de Sérgio faziam bagunça na aula, levavam um pito do professor, eram levados à direção e ainda sofriam castigo em casa. E todos se formavam prontos para a vida. Em 2011, a bagunça em sala de aula faz o professor repreendê-los, mas depois pede desculpas, porque os pais foram se queixar de maus-tratos à direção. Hoje fazem bagunça no trânsito e no cinema, incomodando os outros.

Em 1971, nas férias, todos saíam felizes, enfiados num Fusca. Depois das férias, todos voltavam a estudar e a trabalhar mais. Em 2011, a família vai a Miami, volta deprimida e precisa de 15 dias para voltar à normalidade na escola e no trabalho.

Em 1971, quando alguém da família de Sérgio adoecia, ia ao INPS, esperava duas horas, era atendido, tomava o remédio e ficava bom. Saía a correr, pedalar, subir em árvores de novo. Em 2011, os parentes de Sérgio pagam uma fortuna em planos de saúde, fazem exames de toda sorte à procura de câncer de pele, pressão nos olhos, placas nas artérias, glicose, colesterol, mas o que têm é distensão muscular por causa de exageros na academia.

Em 1971, o tio preguiçoso de Sérgio foi flagrado fazendo cera no trabalho. Levou uma reprimenda do chefe na frente de todos e nunca mais relaxou. Em 2011, o cunhado de Sérgio foi flagrado jogando xadrez no computador da empresa, o chefe não gostou e o puniu. O chefe foi acusado de assédio moral, processado, a empresa multada, o cunhado relapso foi indenizado e o chefe demitido.

Em 1971, o irmão mais velho de Sérgio deu uma cantada na colega loira de trabalho. Ela reclamou, fez charminho e aceitou um jantar. Hoje estão casados. Em 2011, um primo de Sérgio elogiou as pernas da colega de escritório, foi acusado de assédio sexual, demitido e teve que pagar indenização à mulher das belas pernas, que acabou no psiquiatra. Meu amigo Sérgio me pergunta o que deu em nós, nesses 40 anos, para nos tornarmos tão idiotas, jogando fora a vida como ela é.

Dei a resposta: é a ditadura da hipocrisia imbecil do politicamente correto.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

RESTAURANTE JOÃO DO VALE: 36 ANOS DE HISTÓRIA!

Por: Joaquim Filho

Dona Luiza e Joaquim Filho
O mais antigo, tradicional, cultural e popular restaurante da região do médio Mearim está celebrando 36 anos de história. Estamos nos referindo ao restaurante João do Vale, esse que devido esse longo tempo de existência já é conhecido em todo Brasil, pois não há turista que chegue em Pedreiras que não queria conhecer, visitar ou se deliciar com a gastronomia que o mesmo vem oferecendo nesse tempo todo.

Por que o nome do restaurante leva o nome do poeta do povo, o maranhense do século João do Vale? É do conhecimento de todos que a proprietária do restaurante, a senhora Luiza Carlos Loyola, teve a oportunidade de ser amiga de João e conviveu com o compositor por longos anos e, devido a essa aproximação, foi autorizada a batizar o restaurante levando o nome da nossa maior expressão cultural, que por sinal foi autorizado por ele. 

Dona Luíza Carlos recebeu a visita do blog Pedras Verdes nessa manhã de sexta-feira (06) e, em conversa informal falou lembrou alguns momentos marcantes desses 36 anos: disse que tudo começou no ano de 1974 quando a mesma veio de Teresina para se instalar em Pedreiras, e foi na Rua São Joaquim, na baixada de Trizidela do Vale que ela inaugurou o seu estabelecimento. 

Depois, no ano de 1994 resolveu se mudar para a praia do Major Lucena, com a ajuda do seu filho empresário Ronaldo Medicamentos que ajudou a construir a casa, pois naquela época o percurso do rio passava pelas quelas imediações e era um local de atração turística. Mesmo com o problema do rio que deixou de passar com o seu leito pela praia do Major Lucena, o restaurante continuou no mesmo local e ainda se estabelece sem nunca ter perdido o seu patamar de mais tradicional e respeitado da região. 

Várias foram as grandes enchentes que alagaram a casa onde funciona o restaurante, que também é local de morada da proprietária - Praia do Major Lucena, nº 58 - Trizidela do Vale-MA, mas nem isso fez com que Dona Luíza saia daquele local. Quando enche, ela sai; quando seca, ela volta... 

Durante esse período de história, o ambiente cultural viu muitas personalidades da nossa cidade frequentarem o lugar e fazer do mesmo momentos marcantes de suas vidas como lazer e entretenimento. Segundo Dona Luíza, por lá passaram e deixaram saudades: Dr. Milson Coutinho (Desembargador e membro da Academia Maranhense e Pedreirense de Letras), Dr. Meraldo Branco (Advogado), Dr. Carlos Barbosa (Juiz de Direito), Dr. Luiz Braúna (renomado Advogado), Dr. Edivaldo Santos (Advogado, poeta, compositor e prosador), Edilson Macêdo (Padre e Professor), Antônio Santos (Industrial), Janduí Freitas (Fazendeiro), Dr. Pedro Barroso (Médico e ex-prefeito de Pedreiras por duas vezes); João de Sá Barrêto (Poeta, escritor, boêmio, compositor, violonista, contabilista e crítico literário), Diouro (Poeta, compositor e oficial de justiça), Chico Viola (Cantor e compositor), Família Mia, Zequinha de Apolínário, Nonato Matos (Poeta, compositor, funcionário da Receita Estadual) e muitos e muitos outros.

O restaurante João do Vale é bastante conhecido e é tradicional pela seu cardápio de uma comida caseira, leve onde a variedade de peixes, em especial o surubim sempre tem ao gosto do cliente; como também galinha caipira, carne de sol e outros pratos ao seu gosto. 

Em 2015 a JF. Produções vai estudar a forma de como comemorar esses 36 anos, onde a programação não vai faltar a música, poesia, muita comida e bebida e ainda muita gente bonita para celebrar essa festa. Aguarde! 

Fotos: Joaquim Filho
 
 
 
 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VEJA AS MÚSICAS CLASSIFICADAS DO III FESTIVAL DE MÚSICA CARNAVALESCA DE PEDREIRAS


NA ORDEM DE APRESENTAÇÃO NO SÁBADO, DIA 07 NA PRAÇA CORRÊA DE ARAÚJO EM PEDREIRAS

MÚSICA - AUTOR - INTÉRPRETE

01 - O Maestro - Samuel Barrêto - Carlos Mãozinha 
02 - Canção Rio e Mar - Chico Viola - Leandro 
03 - "A VIDA É UMA FESTA!" - Joaquim Filho - Joelson 
04 - Tô na Baba do Quiabo - Emanuel Nascimento - Marcelo Cruz 
05 - Somos Todos Iguais - Ronácio Ferreira - Josivan Pereira 
06 - Maria São Vocês - Gilmar - Laysla Mayra 
07 - Propina Brasil - Chagas Melo - Chagas Melo 
08 - Amante no Senado - Paulinho Nó Cego - Paulinho Nó Cego 
09 - Nordestino Solidário - Edivaldo Santos - Harlen Ronald 
10 - Click de Alegria - Manuel Santana - Vinicius Pereira.

Boa apresentação e sorte a todos os concorrentes!

Nota do Blog: Gostaria de comunicar que a ideia de transformar o Festival de Marchinhas para Festival de Música Carnavalesca foi minha (Paul Getty), por quê? Por que dessa maneira você abre o leque para os compositores em todos os ritmos de carnaval seja ele: Marchinha, Samba, Axé Music, Frevo, Marchinha Rancho, Samba Enredo etc... e Graças a Deus minha opinião foi bem aceita pela Secretário de Cultura - Cajueiro Pacheco!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

OUÇA ABAIXO O SAMBA ENREDO EM HOMENAGEM AO PADRE EXAGERARDO!

Samba Enredo em homenagem ao nosso querido pároco de Pedreiras Zé Geraldo, alcunhado carinhosamente de "Padre Exagerardo" composta pelos amigos: Luiz Henrique (Pedras Verdes) Joaquim Filho e Paul Getty, na belíssima interpretação do sambista Raul Pacheco!



SAMBA ENREDO
SALVE, SALVE, SALVE, EXAGERARDO
Compositores: Luiz Henrique, Joaquim Filho e Paul Getty
Intérprete: Raul Pacheco

PELAS LADEIRAS DE PEDREIRAS! 
LÁ VEM ELE COM O TERÇO NA MÃO 
DE BATINA SUJA, JOELHO NO CHÃO, 
TEM LIDERANÇA E TEM DETERMINAÇÃO. 

ELE É UM CRISTÃO, DE CORAÇÃO, 
ABENÇOA - ÁGUA BENTA 
NA CABEÇA DO IRMÃO! 

ELE É UM CRISTÃO, E TEM PAIXÃO, 
DE VOZ PRATEADA 
AMOR, PAZ E ORAÇÃO! 

OH ABENÇOADO, ABENÇOADO, 
TAMO JUNTO E MISTURADO 
MEU PARTIDO, NÃO É PARTIDO NÃO! 
COM FÉ E ALEGRIA NO PÉ 
ELE SEMPRE TÁ COMIGO 
PRO QUE DER E VIER. 

O SINO ESTÁ TOCANDO 
NO TOM DO SANTUÁRIO 
DESSE LINDO CARNAVAL 
O POVO FESTEJANDO 
E O PADRE REZANDO 
A ALEGRIA É GERAL. 

SALVE, SALVE, SALVE, EXAGERARDO! 
GRANDE POETA ALADO 
NOSSO PADRE BEM-AMADO 

SALVE, SALVE, SALVE, ZÉ GERALDO! 
GRANDE POETA ALADO 
NOSSO PADRE BEM-AMADO 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

HOJE É DIA DE EDVAN MATOS

Bom dia, povo Abençoado.

Hoje são 04 de fevereiro de 2015, e já se aproxima- se uma nova eleição Municipal por isso começa um novo ciclo nesse sentido vamos falar um pouco de politica.

"Novo Ciclo "
Devemos compreender o tamanho do problema da politica nos dias de hoje, mais jamais negá-la. A grande ruptura transformadora do próximo ano pode ser a politização forçada de toda uma geração que sempre detestou politica, foi às ruas em 2013, mas não sacou que, para as coisas mudarem, é preciso criar opções eleitorais que vençam as eleições e, estando no poder, não atuem apenas para manter esse poder conquistado.

Uma nova geração comprometida em trabalhar para reformar as regras do jogo e o funcionamento do Estado. Essa é a lição maior do jogo democrático. 

Tem quem se manifestou para expor a fúria dos anos de opressão, tem quem saiu às ruas para reviver os anos rebeldes, tem quem está exausto e não aguenta mais tanta coisa errada. Mas, perceba, precisamos ter também muitos que arregacem as mangas e façam da politica uma opção de vida, enfrentando as dificuldades de todo este sistema corrompido para criar novas alternativas eleitorais para todos os outros.

Que em 2016 seja o ano dessa constatação, para que nos próximos processos eleitorais surjam muito mais opções transformadoras de verdade. Feliz ciclo novo!

EDVAN É O CARA! 

"Que o homem seja nobre, prestativo e bom, pois só isso o distingue de todos os outros seres". 

O amigo dos amigos e filho querido de Pedreiras, Edvan Matos, ao tomar conhecimento da falta de energia elétrica para fazer funcionar os ar-condicionados do Santuário de São Benedito - Igreja Matriz, não mediu esforços até conseguir realizar o sonho desta comunidade e hoje 04/02/2015, está acompanhando a equipe da CEMAR a fazer a ligação da tão sonhada energia elétrica para o nosso maior cartão postal da Princesa do Mearim. Fotos abaixo:


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O MONDRONGO QUE ASSUSTA MORADORES DE PEDREIRAS - MA

Por: Joaquim Filho

SE NÃO FOR A SERPENTE DA LENDA DA PEDRA GRANDE, É UMA CABEÇA DE BURRO! 

Moradores da Avenida Otávio Passos e da Rua Corinto Nascimento no bairro Goiabal estão "mortos" de curiosos para saber do que se trata essa coisa estranha que de repente surgiu na referida avenida. Com medo de serem engolidas, tem criança que não passa nem perto. 

Sem saber do que se trata o mondrongo que sobe na rua, populares que passam pelo local fazem suas especulações e cada um diz o que pensa: tem gente que diz que é o princípio de um vulcão; outros apostam que é o rabo da serpente do mito da Pedra Grande; os capitalistas dizem que se não for petróleo deve ser gás; por fim, já estão pensando que é mesmo uma cabeça de burro. 

VEJA O FENÔMENO DE OITO ÂNGULOS COM IMAGENS FEITAS DO GOOGLE. 

Significado de Mondrongo: Feio demais, desajeitado, com protuberância, gordura em excesso, deformado etc...

E, você, o que acha que é? Veja as fotos abaixo:


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL (ELÉTRICO)

"Deus errou, limitou a inteligência e não limitou a burrice"
(Roberto Campos)
"A burrice é contagiosa – o talento, não."
(Agripino Grieca)

O texto é sensacional porque desmascara a lastimável situação em que se encontra hoje o estilo que já foi cantado por Luís Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, João do Vale entre outros.

 Veja abaixo o texto de Suassuna (1927-2014)

“Porém o culpado desta 'esculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. 

Aqui o que se autodenomina "forró estilizado" "forró elétrico" continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste e também nos nossos carnavais. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. 

Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: 'E vou dá-lhe de cano de ferro / e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos. (Ariano Suassuna).

Pois é senhores (as)... O que aconteceria se um articulista chamasse esses nomes com alguém? Com certeza seria processado, perderia seu espaço de expressão, e com muita razão. Por que então temos que conviver com essas porcarias, essas baboseiras, essas imbecilidades gritadas aos quatro ventos e que muitos querem nos forçar a escutar ‘à força’ quando equipam seus carros com aparelhos que muitas vezes custam mais que os próprios carros e transformam nossos ouvidos em latrinas?

Chega de desrespeito, chega de abuso para com o cidadão que paga seus impostos justamente para viver em um ambiente em que os direitos sejam respeitados. Esse forró atual não passa de lixo cultural, e lixo podre, da pior espécie, que não serve nem para reciclar. Parabéns a Suassuna pelo texto; esse eu gostaria de ter escrito.

Uma feliz semana a todos e um feliz carnaval 2015, fiquem com Deus e bem longe; mas longe mesmo, do lixo musical dessas bandas de forró atuais (elétricos).


domingo, 1 de fevereiro de 2015

OUÇA A PROMESSA DO PREFEITO DE PEDREIRAS PARA O BAIRRO MARIA RITA

Ouça abaixo as palavras do Prefeito de Pedreiras Totonho Chicote sobre o investimento em infraestrutura para o bairro Maria Rita que leva o nome de suas duas mães. Não pensem que estou torcendo contra, pois seria uma insensatez da minha parte, uma vez que resido nesse bairro. Apenas estou registrando essa fala do prefeito para que ela se cumpra realmente, e com isso melhore a vida de todos nós moradores. Prazo dado pelo prefeito foi de 90 dias, ou seja, até o dia 01.05 (dia do trabalho). Vamos aguardar. Amém!



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

VEJA OS ARTISTAS QUE FICARÃO DE FORA DO CARNAVAL DO ESTADO DO MA

A Secretaria de Estado da Cultura enviou e-mail para muitos artistas que botaram suas propostas para o carnaval 2015, a seguinte carta:


Prezado(a) Senhor(a),

Estamos iniciando uma nova gestão e, com ela, estamos organizando a estrutura de eventos da Secretaria de Cultura, pautada na justiça social, na democracia cultural e na organização dos recursos disponibilizados pelo campo cultural. Deste modo, tivemos que fazer uma série de adequações no projeto Carnaval 2015 para torná-lo mais popular e mais próximo ao orçamento deste ano que foi cortado em mais de 30 por cento. Por isso, embora reconhecendo o seu trabalho na área da música popular maranhense teremos que dispensar a sua participação na programação deste ano.

Entretanto, logo após o carnaval, é nosso interesse realizar um seminário temático para discutir uma política pública voltada especificamente para este setor que é uma das prioridades da SECMA. Espero que o senhor/senhora compreenda o momento e participe do seminário que resultará em um evento a ser realizado ainda este semestre pela SECMA.

Atenciosamente,
Coordenação Geral do Carnaval 2015


ALGUNS DOS ARTISTAS QUE FICARÃO DE FORA DO CARNAVAL DO ESTADO2015

Adao Camilo, Opera Produção, Alberto Trabulsi, Angela Gullar, Coqueiro da Ilha, Célia Leite, Celso Reis, Grupo Quê de Arte, Aquarela Brasileira, Quirino do Cavaco, Nivaldo Santos Produções, Kosta Netto, Chico Nô, Carlos Berg, Chico Saldanha, Celso Reis, Aranha Keneddy, Cesar nascimento, Tutuca Viana, Flávia Bitencourt, Djalma Chaves, Eugênia Miranda, Luis Carlos Dias, Zé Lopes, Edilson Gusmão, Fernando de Carvalho, Manuel Baião de Dois, Sambaceuma, Gil Estrela, jacimarry, Smith Junior, Edinho Sales, Makarrão, Guilherme Junior, Nosly, Sarah di Fátima, Walber Pessoa, Betto Pereira, Gerude, Companhia Barrica, Wellington Reis, Erasmo Dibel, Fábio Sodré.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O ARTISTA E O CRÍTICO - por Paul Getty S Nascimento

Quando a música e a poesia estão juntas é como se vestíssemos as palavras, além de pintá-las com cores diversas, os versos musicados dançam, ganham outra vida e outro colorido.

Um crítico musical ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, é justamente ele que tem a obrigação de ouvir melhor, porque seu ofício naturalmente lhe obriga botar num estado de concentração absoluta maior, porque ele terá que dizer alguma coisa daquilo que está ouvindo, e os críticos mais que ninguém sabem da sua responsabilidade de ouvir tão bem o quanto possível o que aquele músico está fazendo, pois é o mínimo que um crítico tem que fazer. “Os artistas são como antenas a captar os sentimentos da humanidade. Eles captam o que está no ar e o materializam”. (A.D) 

Ao contrário do que muita gente imagina não é função do crítico dar nota, aplaudir etc., parecer juiz ou professor do artista, muito mais importante do que isso é o crítico conseguir esclarecer quando escreve o que aquele artista tava tentando fazer, no entanto é raro o crítico que sabe disso, e que vai lá exatamente pra fazer uma análise do que está sendo feito, e informar a quem está lendo, ou simplesmente dizer aquilo é uma M... ou é genial. 

Há uma confusão generalizada e muito comum entre texto de opinião e texto de crítica. Todo mundo tem o direito de dá opinião, mas não como crítica, contudo um cronista pode escrever o que quiser, mas jamais um crítico, porque o crítico não está lá em primeira instância para dizer o que ele acha, ele tem sim obrigação de entender o que o artista quis fazer. Todavia, isso é raríssimo em todos os segmentos da crítica. Às vezes um crítico vai assistir a um espetáculo e ele quer que o espetáculo seja aquilo que ele na verdade queria ver. "O verdadeiro artista é o que dialoga com sua obra, o impostor dialoga com seu público" Ernst Gombrich (1909-2001). 

A parte mais gostosa dessa celeuma é que a arte só acontece quando o artista se arrisca, pois é impossível o artista agradar a todos, afinal o que ele procura não é tentar agradar, mas somente ser lembrado. O único compromisso do artista é não ter compromisso, é quebrar as regras, sem obedecer a ninguém, porém, quando o artista adere a um conjunto de regras, de paradigmas, de como se comportar, de como se vestir, de como fazer isso ou aquilo, ele simplesmente não é mais nada. João do Vale não aderiu a isso, e nunca teve compromisso com absolutamente nada, por conta disso é diariamente lembrado, e, portanto vivo na memória de todos os Maranhenses e Brasileiros. 

Esse hiato entre o artista e o crítico sempre vai existir, pois será inevitável e até certo ponto benéfico para a perpetuação da arte. A verdade é que o caminho de um artista é longo e sem fim. 

Paul Getty S Nascimento
poeta, compositor, escritor e empresário 
APL – Academia Pedreirense de Letras 
E-mail: paulgettynascimento@globo.com
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

MARCHINHA 2015 - O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM (OUÇA ABAIXO)

Marchinha inspirada nos prefeitos ruins de nosso Brasil. Favor compartilhar. Obrigado


O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM
Compositores: Chico Corinto e Paul Getty


EU NÃO SABIA QUE SERIA ASSIM
O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM

APOIEI UM CANDIDATO
ATÉ OREI PRA ELE GANHAR
EM CIMA DE UMA MOTO
SÓ FALTEI FOI ME MATAR
DE TANTO PEDIR VOTO
FIZ DA BOCA O CORAÇÃO
E HOJE ME ARREPENDO
COM TANTA CORRUPÇÃO

EU NÃO SABIA QUE SERIA ASSIM
O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM

NELE VOTEI COM CONFIANÇA
E ATÉ ME SENTI SEGURO
ROUBOU MINHA ESPERANÇA
E TAMBÉM O MEU FUTURO
O POVO SEMPRE DIZIA
QUE ELE ERA UM MEDONHO
ACABOU A MINHA ALEGRIA
E ATRAPALHOU O MEU SONHO

EU NÃO SABIA QUE SERIA ASSIM
O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM

ELE NUNCA TEVE RUMO
E MUITO MENOS DIREÇÃO
O POVO ANDA FALANDO 
QUE NÃO TEM COMPAIXÃO!
O BOATO TÁ NAS RUAS
E NÃO DÁ PRA SEGURAR
TEM GENTE DUVIDANDO
SE ELE VAI CONTINUAR

EU NÃO SABIA QUE SERIA ASSIM
O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM

ESPALHEI O QUE DIZIA
ACREDITEI NO QUE FALOU
TUDO O QUE ELE PROMETIA
NADA SE CONCRETIZOU
O POVO ESTÁ PERDIDO
TÁ NO ALVO TÁ NA MIRA
HOJE SE SENTE TRAÍDO
PELO DONO DA MENTIRA

EU NÃO SABIA QUE SERIA ASSIM
O PAU QUEBROU FOI EM CIMA DE MIM


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OUÇA A MÚSICA DO BLOCO EMPACHADOS DE PEDREIRAS-MA


EMPACHADOS
Autores: Paul Getty / Zé Lopes

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
PEDREIRAS VOU PERFUMAR
PRA BRINCAR DO TEU LADO
NÃO VOU DEIXAR DE SAIR
PARA BEBER E CAIR
PORQUE SOU EMPACHADO

É LÁ NA RUA DO CORREIO
QUE FAÇO O MEU CARNAVAL
EU VOU COMENDO DE TUDO
CHEGA O BUCHO FICA PUBO
EMPACHADO E COISA E TAL

TOMO CHÁ DE BOLDO
CASCA DE LARANJA
SAL DE FRUTAS E SONRISAL
MESMO EMPACHADO
BRINCO O MEU CARNAVAL

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A HISTÓRIA POR TRÁS DA CENA CORTADA DO ESPECIAL TIM MAIA, DA REDE GLOBO

Como a edição do programa e a tentativa de maquiar os fatos sedimentam a irrelevância atual de Roberto Carlos
A recente exibição do especial Tim Maia – Vale o que Vier, na Rede Globo, trouxe à tona uma triste faceta de Roberto Carlos, antigo Rei da juventude, atual censurador de biografias. O programa, uma versão reduzida do filme Tim Maia, de Mauro Lima, maquiou de forma descarada uma antiga rusga entre Roberto e Tim – e ainda que não se saiba de quem partiu a ideia de alterar a história, é impossível não lembrar de episódios marcantes da vida de RC, como a negativa à reedição do disco Louco Por Você (1961), o primeiro da carreira dele, e a infame proibição da biografia Roberto Carlos em Detalhes, do pesquisador Paulo Cesar Araújo. Mas, para tentar compreender o Roberto de hoje, é preciso olhar para o Roberto de meio século atrás.

Roberto Carlos está na televisão há quase 50 anos. Em agosto de 1965, ele estreou em Jovem Guarda, revolucionário programa semanal musical da TV Record que comandou ao lado de Wanderléa e Erasmo Carlos. Por um tempo, o cantor foi artista exclusivo da emissora paulista. No começo da década de 1970, Roberto foi liberado do contrato com a Record e pôde se apresentar em outros canais. Tudo mudou em 1974, quando ele assinou exclusividade com a Globo, para basicamente gravar programas especiais a serem exibidos no final de cada ano. Se atualmente estes programas são recebidos com desdém e bocejos, por serem considerados previsíveis e “chapa branca”, por muito tempo, mantiveram um nível de excelência. Nos anos 1970, ainda em plena forma, o cantor levou a esses shows nomes lendários do panorama artístico brasileiro. Na década de 1980, até tentou se atualizar, trazendo astros que surgiram naquela época, como a Blitz e o Ultraje a Rigor.

Hoje, depois de todo esse tempo, Roberto ainda preserva o acordo de exclusividade com a Globo. Qualquer aparição dele em outra emissora precisa ser negociada previamente, como aconteceu em 1995, quando ele apareceu no talk show de Jô Soares, que ainda estava no SBT. Quando Roberto dá entrevistas espontâneas a amigos como Amaury Jr., a Globo geralmente não vê com bons olhos.

Oano de 1985 marcou talvez o último momento em que Roberto conseguiu lançar algo realmente relevante, quando ele emplacou o hit “Caminhoneiro”. Eram dias em que RC ainda conseguia dialogar com os artistas do rock brasileiro que faziam sucesso. Mas ele logo seria suplantado em termos de vendagem e popularidade pela nova safra de artistas sertanejos românticos, como Leandro e Leonardo e Chitãozinho e Xororó.

Justamente no especial daquele ano, que foi ao ar no dia 27 de dezembro, Roberto recebeu Tim Maia, que a esta altura tinha se tornado amigo distante e desafeto constante. Juntos, cantaram “Pede a Ela”, canção romântica e exagerada de Carlos Colla e Ed Wilson. Os caminhos de Roberto e Tim não se cruzaram mais depois disto.

Roberto, como sempre, seguiu com seu padrão de memória seletiva, incluindo nesse modus operandi amizades e colaborações musicais. Já Tim, até morrer, em 1998, eventualmente alfinetava o ex-amigo roqueiro da Tijuca, com quem tocou na banda The Sputniks no final dos anos 1950. Vale lembrar, no entanto, que Tim sempre brigou com todo mundo, se debatendo com inimigos reais e imaginários.

Tim se foi, enquanto Roberto levou em frente uma carreira de pouca inventividade, pontuada por um estranhamento com a imprensa e os meios de comunicação em geral. Ele quase se queimou até mesmo com a Globo. Em 2001, estava descontente com a emissora e ameaçou debandar ao negociar um Acústico para a MTV. Roberto gravou para o canal paulistano, mas logo depois disso acertou as diferenças com a Vênus Platinada. A MTV ficou a ver navios e não conseguiu levar o especial ao ar, tendo como consequência um enorme prejuízo juntos aos patrocinadores. Quando oAcústico finalmente foi lançado em DVD, se revelou morno e sem direção. Não era, nem de longe, o renascimento artístico que todos esperavam.

Se a parte musical manteve uma linha capenga, as relações institucionais do antigo Rei não tiveram constância – apenas pioraram. A proibição da venda, em 2007, do livro Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo Cesar Araújo, já foi comentada à exaustão e jogou Roberto no hall da fama de artistas que perderam a credibilidade. O artista se incomodou com muita coisa na obra do pesquisador: o acidente do qual foi vítima quando criança e que lhe custou uma perna, os casos amorosos que ele teria tido com artistas como Maysa e Sonia Braga. Outro ocorrido relatado na obra, que foi o reencontro dele com Tim Maia, reaparece agora como um fantasma para assombrá-lo novamente.

Muitos anos depois da parceria no The Sputniks, Roberto e Tim se reencontraram, no final da década de 1960. Roberto já estava consagrado e era o nome de maior sucesso do Brasil. Já Tim tinha passado anos nos Estados Unidos. Lá, não ganhou nenhum dinheiro, e o pior, passou um tempo na prisão. Mas voltou cheio de malandragem e havia se tornado uma verdadeira enciclopédia da soul music, prestes a mudar a música que era feita por aqui.

Foi nesse período de vacas magras que Tim buscou o amigo de juventude. Conta-se que Roberto recebeu o futuro soulman com indiferença e bastante soberba nos bastidores de um show. Depois de fazer Tim esperar durante um bom tempo, mandou um de seus empregados “dar um dinheiro para o Tião” – o lacaio, então, teria amassado uma nota e jogado para o cantor. Tim, naturalmente, se sentiu humilhado. A retomada do contato entre os dois, no entanto, não acabou aí, e não foi tão trágica como poderia ter sido. Por intervenção de Nice, na época mulher de Roberto, Tim conseguiu um contrato com a gravadora CBS, a mesma do marido. Tim Maia lançou dois compactos que não venderam muito, mas que o levaram para a Polydor, onde finalmente começou a construir a carreira pela qual é conhecido hoje. E Tim deu a Roberto “Não Vou Ficar”, canção de enorme sucesso que foi a joia da coroa da chamada “fase soul” do Rei.

A cena do “dinheiro amassado” foi retratada no filme Tim Maia, de Mauro Lima, que estreou no segundo semestre de 2014. Na produção, um Roberto caricato, interpretado por George Sauma (na foto acima, à esquerda, ao lado de Robson Nunes, um dos atores que dão vida a Tim), é visto como um duende ranheta e convencido. O filme foi adquirido pela Rede Globo e exibido em duas partes nos primeiros dias de janeiro. A parte de Tim sendo esnobado por Roberto simplesmente foi limada. Em vez disso, o Roberto de carne e osso aparece elogiando Tim e realçando o quanto ele, o Rei, foi importante para o êxito do soulman. Nelson Motta, cujo livro Tim Maia – Vale Tudo serviu em parte como base para o filme, também deu as caras para defender Roberto. Até agora ninguém sabe ao certo como tudo isso aconteceu – se a Globo resolveu limpar a barra de seu contratado a pedido dele ou decidiu fazer a estranha “revisão” da relação RC/Tim de forma espontânea. Todo a situação ficou parecendo um exercício de relações públicas às avessas. A Globo parece ter subestimado a capacidade crítica do telespectador ao esperar que tal reformulação não fosse notada – mas, pelo jeito, depois de toda a repercussão negativa, também se envergonhou com a situação e até retirou o programa de sua grade de programação online.

O que se concretiza com mais esta confusão, é que, nestes últimos anos, Roberto Carlos não consegue mais ficar longe das polêmicas negativas, mesmo que involuntariamente. Depois de proibir Roberto Carlos em Detalhes, o cantor ainda fez parte do grupo Procure Saber, que defendia restrições a biografias não autorizadas. O autor censurado Paulo Cesar Araújo lançou um novo livro no ano passado. Em O Réu e o Rei, Araújo detalha como funcionam as bem guardadas engrenagens internas que movem as organizações que sustentam Roberto Carlos. A lição é: “Não mexa com ele”. Pelo menos desta vez, Roberto optou por não se impor à venda da obra nas livrarias.

É deprimente, porém, atestar que as tentativas de RC apagar fatos veem de muito antes do livro...Em Detalhes. Ele até hoje barra a reedição de Louco Por Você, seu primeiro LP, lançado em 1961. O álbum foi concebido e produzido pelo até então mentor Carlos Imperial, de quem Roberto mais tarde também se afastaria de forma definitiva. Na contracapa original, está escrito que Roberto teria nascido no Rio de Janeiro (ele é do Espírito Santo). E o cantor ainda implica com a canção “Não é Por Mim”, onde ele contesta a existência de Deus, o que contraria os fortes preceitos religiosos que adquiriu ao longo dos anos. Por mais de 50 anos Louco por Você segue na terra dos mortos-vivos discográficos, e assim deve permanecer.

Roberto acabou de lançar mais um conjunto de DVD e CD reciclados, com duetos retirados dos seus especiais de TV. Ninguém deu bola, e esse é apenas mais um produto que marca a atual irrelevância dele. Quem tem menos de 35 anos e não presenciou o apogeu de Roberto Carlos não sabe o quanto ele foi vital e indispensável em seu auge. Mas, graças à forma como ele agora conduz sua imagem pública, as novas gerações o consideram apenas um artista cansado e cansativo, que só lança discos chatos enquanto fora dos palcos mete os pés pelas mãos.

Daqui a alguns meses, os 50 anos da Jovem Guarda serão celebrados. É impossível prever se a percepção sobre a obra e a presença de Roberto na vida cultural brasileira vai mudar aos serem relembradas as “jovens tardes de domingo”. Há dez anos, quando o movimento celebrou 40 anos, ele fez questão de não se manifestar sobre o assunto. Se Roberto mantiver silêncio novamente, vai perder outra chance de reabilitar sua imagem artística, mesmo que minimamente.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...